24/02/2016
ACIDENTE

Pedido de prisão é “equívoco” para Samarco

A Samarco considerou “equivocado” o pedido de prisão da Polícia Civil. Foram indiciados por homicídio com dolo eventual, inundação e poluição de água potável seis pessoas ligadas à Samarco, e um funcionário da VogBR. O presidente licenciado da empresa, Ricardo Vescovi de Aragão, o diretor-geral de operações, Kléber Luiz de Mendonça Terra, que também está afastado, o gerente-geral de projetos, Germano Silva Lopes, o gerente de Operações, Wagner Milagres Alves, o coordenador técnico de Planejamento e Monitoramento, Wanderson Silvério, a gerente de Geotecnia e Hidrogeologia e coordenadora de Operações de Barragens, Daviely Rodrigues da Silva, e o engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da Barrragem do Fundão, da empresa VogBr, Samuel Santana Paes Loures. A mineradora vai recorrer da decisão.

“A empresa analisará cuidadosamente as conclusões apresentadas pela Polícia Civil em audiência pública, nesta terça-feira, 23 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e reitera que continua colaborando com as autoridades competentes”, explicou por meio de nota. O rompimento da barragem de Fundão no dia 05 de novembro de 2015 deixou 17 mortos e dois desaparecidos.

A Samarco afirmou que desde o rompimento da barragem a empresa e suas acionistas (Vale e BHP Billiton) “iniciaram uma investigação externa com uma empresa de renome internacional, com a participação de profissionais de diversas áreas, como engenheiros geotécnicos, geólogos, engenheiros especialistas em mecânica de solos e fluidos, além de especialistas em sismologia”.

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