14/02/2019
MINAS GERAIS

Paralisação de minas impacta 1,8% do PIB

Segundo cálculo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a paralisação temporária das dez minas da Vale – todas com barragens com alteamento a montante – devem impactar em 1,8% nas riquezas produzidas em Minas Gerais ao longo de 2019. A estimativa é que o PIB estadual caia pela metade, dos 3,3% previstos inicialmente para 1,65%. 
 
“Estamos prevendo uma queda do PIB para em torno de 1,8% com viés negativo, apenas com o impacto da produção das minas com barragens a montante”, disse o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. Depois do desastre em Brumadinho, a Vale decidiu desativar e reintegrar ao meio ambiente dez barragens a montante, todas em Minas Gerais, num processo chamado de descomissionamento. Isso ocorrerá ao longo dos próximos três anos e vai impactar a produção em 40 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, o que corresponde a 10% da produção anual estimada para este ano, de 400 milhões de toneladas. 
 
O estudo da Fiemg indica também que a interrupção terá maior peso nos municípios de Brumadinho, Nova Lima, Congonhas e Ouro Preto, em que a mineração corresponde a mais de 70% da arrecadação do ICMS. 
 
Para o presidente da Fiemg é necessário rever as técnicas de engenharia usadas na construção de barragens. “Antes de se falar em mudança de leis, tem que rever a técnica da engenharia para não ter mais acidentes como esse. É ali é que está o problema. Alguma falha técnica na segurança das barragens”, diz. A entidade pretende contratar engenheiros para estudar quais os modelos mais seguros para essas estruturas.