08/12/2016
AGREGADOS

Novas diretorias nas entidades paulistas

Em cerimônia realizada na sede da Fiesp, no dia 1º de dezembro, foram empossadas as diretorias do Sindipedras, Sindareia e Apepac, entidades que congregam os produtores de areia e brita no Estado de São Paulo. Como presidente do Sindipedras e da Apepac assumiu Antero Saraiva Júnior, que substitui Tasso de Toledo Pinheiro, enquanto no Sindareia a presidência passa a ser ocupada por Eduardo Machado Luz, que volta a presidir a entidade após 20 anos.

A cerimônia de posse contou com a participação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de parlamentares do estado de São Paulo que se relacionam com o setor de mineração, de representantes governamentais e de empresários produtores de agregados para construção.

Em seu discurso de posse, Antero Saraiva Júnior queixou-se das dificuldades que o setor enfrenta, dentre as quais destacam-se: impedimento da atividade de mineração por parte de alguns municípios; deslocamento das poligonais objeto das concessões minerais por problemas de mudança de base de dados, ensejando problemas com embargos às operações e até “prisões de mineradores”; limite legal de peso na carga excedido no transporte, por legislação desatualizada ou descumprida; proposta de um marco da mineração que traz incertezas para o futuro; passivos inerentes à CFEM por dúvidas na aplicação da base de cálculo; e excessiva demora na emissão das licenças ambientais.

Para complicar a situação, afirma o empresário, o mercado encontra-se estagnado. Mesmo assim ele se diz otimista quanto à capacidade do setor de contornar as dificuldades. “O mercado da construção civil, que tem por base os agregados, está no início da cadeia produtiva, sendo grande gerador de empregos”, apontou.

Concluindo, Antero Saraiva Júnior disse que pretende consolidar a atuação institucional do Sindipedras e Sindareia através da Apepac, a exemplo do que ocorre em outros países.

Eduardo Machado Luz, que volta a assumir a presidência do Sindareia após duas décadas, também apontou o cenário de dificuldades que o setor vive, mas ponderou que esse cenário também traz oportunidades. “Em 2030 cerca de 80% da população mundial estará vivendo nas cidades, o que demandará infraestrutura, desenvolvimento urbano, com investimento incalculável no item habitação. A nossa visão sempre foi de que as obras de infraestrutura deverão encabeçar o movimento de retomada do crescimento”, disse.

Em termos de ações em sua gestão, ele afirmou que pretende intensificar junto à Secretaria de Energia e Mineração e Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo o pleito no sentido de que seja feito o zoneamento minerário do Vale do Paraíba e atuar junto às concessionárias de energia para um entendimento visando a obtenção de anuência para as empresas de extração de areia que atuam em seus reservatórios. Ele também defende a venda a peso como padronização dos produtos, além do estabelecimento do limite legal de peso, para combater a informalidade.