20/04/2017
OURO

Kinross rechaça documentário francês

Em nota divulgada recentemente, a Kinross afirmou que rejeita categoricamente todas as alegações feitas em um programa veiculado por uma televisão estatal francesa, veiculado no dia 12 de abril, relativas a problemas de saúde supostamente causados pela atividade de mineração de ouro. A empresa diz que considera tais alegações irresponsáveis e sem qualquer embasamento científico.
 
O programa, com o título “Ouro a qualquer preço”, também afirma haver contaminação da população de Paracatu por arsênio. Sobre isto, a Kinross afirma,para rebater as alegações, se basear em estudos realizados pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e INCT Acqua, em convênio com a Universidade de Queensland- Austrália. “Os estudos demonstram que não existe qualquer tipo de evidência de contaminação ambiental ou da população de Paracatu, por arsênio”, informa a empresa. 
 
A Kinross afirma ainda que os estudos, concluídos em 2013, avaliaram o potencial de contaminação da mineração de ouro em Paracatu há mais de 20 anos. O levantamento foi realizado pelo CETEM em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Instituto Evandro Chagas, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de São Paulo (USP), o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UNB) e a Pós Graduação da Geoquímica Ambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF) e também pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), INCT Acqua, em convênio com a Universidade de Queensland- Austrália. 
 
Em relação a informações de que as operações causariam sérios danos ambientais, a Kinross informa que investe em vários projetos ambientais, tais como o Projeto de Revitalização do Córrego Rico, que consistiu na recuperação da área dos danos causados pelo garimpo e a instalação de um parque linear. Tal projeto foi reconhecido em 2011 pelo Prêmio Benchmarking Ambiental Brasil. Atualmente, a empresa realiza a conclusão de um CRAs - Centro de Reabilitação de Animais, em parceria com uma ONG ambiental. Dada a proximidade das operações com a cidade, a empresa afirma que “dá especial ênfase aos controles ambientais no que tange a: Geração de ruído; Vibração; Poeira e Qualidade das águas. Para cada um desses itens existem programas e ações específicas que vão além dos controles requeridos pela legislação”.
 
Para concluir, a Kinross afirma ter diversos controles, como monitoramento ambiental, diálogo aberto 24h/dia com a comunidade, gestão de ruído, gestão de poeira, gestão das águas e um projeto de preservação de nascentes que já recuperou 202 nascentes da região.