14/11/2018
SÃO PAULO

Interação da Mineração com Agronegócio

As secretarias estaduais de Energia e Mineração e de Agricultura e Abastecimento lançaram, dia 12 de novembro, o Estudo Estratégico da Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado de São Paulo. “Trata-se de uma política de Estado para que possamos maximizar todas as cadeias produtivas em São Paulo. Hoje nossas fronteiras não são mais horizontais e sim verticais. Temos que aumentar a produtividade, agregar valor, gerar emprego e renda para a população”, disse o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles. O estudo foi apresentado durante seminário na capital paulista. 
 
O estado de São Paulo tem solo predominantemente ácido e necessita de correções e adubos para o desenvolvimento da agricultura e pecuária ser mais eficiente, produtivo e sustentável. “O trabalho desenvolvido em conjunto pelas Pastas Estaduais contribuirá para ampliar a oferta de insumos agropecuários e, consequentemente, promover ganhos de qualidade e produtividade ao setor, de forma sustentável. Seguimos as orientações do governador Márcio França”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Francisco Sérgio Ferreira Jardim.
 
Segundo o ex-secretário de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia, Vicente Lôbo, o Brasil tem vocação para o setor mineral, mas está precisando se reinventar em matéria de fertilizantes. “Estamos importando mais de 60% da cadeia do fósforo. O crescimento de importação é impressionante. Necessitamos de uma linha de desenvolvimento de tecnologia, pesquisa e investimento”. Ao todo, o estado de São Paulo possui aproximadamente 24,82 milhões de hectares, sendo 20,70 milhões considerados agricultáveis. Entre as atividades mais representativas de ocupação agrícola do solo, em 2017, estiveram a pastagem, com 6,91 milhões de hectares, e a cana de açúcar, com 5,96 milhões de hectares. São Paulo possui ainda uma grande produção de milho, café, laranja e eucalipto. Em 2016, São Paulo consumiu 4,3 milhões de toneladas de calcário para fins agrícolas. “A fertilização do solo é um processo fundamental para disponibilizar macros e micronutrientes às culturas e garantir produção de qualidade. A maioria desses elementos é de origem mineral, com exceção do nitrogênio, que tem origem na cadeia do petróleo”, explicou o subsecretário de mineração, José Jaime Sznelwar.
 
O Seminário “Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado de São Paulo” contou com as apresentações do diretor técnico do Instituto de Economia Agrícola (IEA) Celso Vegro, Hermelindo Ruete de Oliveira, diretor do Instituto Datagro, Laercio Solla, gerente geral do negócio agro na Votorantim, Reiner Knoop, diretor da knoop&knoop Consultoria, José Francisco Cunha, diretor da Tec-Fertil, Carlos Herédia, diretor de logística e suprimentos na Yara Fertilizantes, e Magda Bergman, pesquisadora na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

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