09/05/2019
BENS DE CAPITAL

Faturamento atinge R$ 6,5 bilhões

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) registrou faturamento de R$ 6,527, bilhões em março, mantendo-se estável em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2018, houve queda de 2,1%. No 1º trimestre, o desempenho foi positivo (6%), sendo puxado predominantemente pelas vendas no mercado doméstico (18%). As exportações cresceram 27,2% na comparação com fevereiro deste ano e apenas 0,6% sobre março do ano passado. Segundo a Abimaq, a recessão na economia na Argentina teve papel importante neste resultado, mas houve queda para outros países como América do Sul e China.
 
Os negócios no Mercosul recuaram 48,5% neste trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto para aos Estados Unidos as vendas aumentaram 17%. Para a Europa houve queda de 10,9%. Entre os itens mais vendidos ao exterior estão máquinas para Logística e Construção Civil (57,2%) e componentes para a indústria de bens de capital (42,8%). “Apoiamos as reformas da Previdência e Tributária, mas tudo isso para fazer efeito na economia leva tempo, então precisa haver medidas de transição para que a economia comece a andar novamente e ainda destravar investimentos o mais rápido possível” disse o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan. 
 
Segundo os dados da Abimaq, em março o consumo de máquinas e equipamentos importados aumentou 12,2% sobre fevereiro último e recuperou parte da queda observada naquele mês (15,5%). Na comparação com março de 2018, o resultado foi 1,9% inferior, um indicativo de que a demanda interna por produtos importados continua fraca. Apesar da melhora na ponta, as importações se mantiveram estáveis em relação a 2018. A China respondeu por 22,2% das importações brasileiras. As máquinas de origem chinesa representaram forte crescimento nos últimos anos, e já possuem um mercado quase 6% superior ao das máquinas norte-americanas. Desde 2013, a participação de máquinas vinda dos Estados Unidos vem perdendo força na preferência das compras nacionais. De acordo com a Abimaq, duas explicações para esse fenômeno são os ganhos de qualidade e os preços praticados pelas máquinas de origem chinesa. A base de empregados no setor atingiu, em março, 306 mil pessoas com alta de 0,2% entre fevereiro e março. Para 2019, a expectativa é de manutenção das taxas de crescimento.

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