01/06/2017
CEARÁ

Estado lança Atlas da Mineração

A Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) está lançando o Atlas da Geologia e Mineração do Estado. O documento será apresentado na abertura da 3a. edição do Fortaleza Brazil Stone fair, evento realizado entre os dias 1 e 3 de junho, no Centro de Eventos de Fortaleza. 
 
A presidente da Adece, Nicolle Barbosa, disse que a elaboração do mapa visa estimular novos investidores que buscam informações sobre geologia, mineralogia e dimensões de ocorrências  e de jazidas. "Assim, podemos mostrar, por meio de números, todo o potencial mineral existente em território cearense. Há um estímulo para a implantação de minas mais competitivas, gerando novas oportunidades de trabalhos e de riqueza no Ceará”, avalia Nicolle. Francisco Pessoa, coordenador do projeto e engenheiro de minas da Adece, disse que a ferramenta é interativa e possui títulos minerários (licenciamentos, portarias de lavras), reservas aprovadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e indicadores das produções minerais do Estado, além de números sobre a malha viária, recursos hídricos e linhas de transmissão. 
 
O Atlas de Mineração do Ceará traz dados sobre existência de jazidas e minas e produções no estado. As pedras de calcário para fabricar cimento, corretivos de solo, tintas e óxidos e hidróxidos da região Noroeste (Formação Frecheirinha), da região Sul (Formação Santana do Cariri) e Chapada do Apodi (região de Jaguaruana-Tabuleiro do Norte) também são outras riquezas pontuadas no mapa. Segundo dados do Anuário Mineral do Estado do Ceará, de 2013, o setor mineral respondeu por 18,48 milhões de toneladas, entre 18 substâncias minerais – minério de ferro, areia, areia industrial, quartzo, argilas comuns, tufo vulcânico, calcário, magnesita, gipsita, rochas britadas/cascalho, rochas ornamentais (granito, gnaisse, mármores, calcários traquito e quartzo), saibro, sal marinho e filito. 
 
"Além dos dados consolidados para embasar o investidor a partir do lançamento do Atlas, o Ceará conta ainda com os incentivos proporcionados pela nossa Zona de Processamento de Exportação (ZPE)". O Estado deve consolidar sua posição, principalmente, com a chegada das primeiras empresas na ZPE. Até o fim do ano, ela deve ter sua primeira empresa do setor produzindo e exportando, segundo Carlos Alencar, presidente do Sindicato da Indústria de Mármores Granitos do Estado do Ceará (Simagran - CE). A expectativa é que mais duas empresas comecem a operar na ZPE a partir do segundo semestre de 2018. "Quando essa primeira empresa começar a operar, ela irá desencadear um processo que deve atrair muitas outras empresas, até porque, hoje, a instalação é rápida. Além disso, o nosso setor é francamente exportador, com algumas empresas exportando mais de 90% da produção”, observa Alencar. “Nós conseguimos criar esse ambiente favorável no Ceará”. O estado comercializa cerca de R$ 500 milhões anuais, liderando as vendas externas no Nordeste.