24/10/2017
MINERACÃO & COMUNIDADES

Como conciliar desenvolvimento e qualidade de vida?

“É possível conciliar desenvolvimento mineral com a qualidade de vida?” – A questão foi o tema de abertura do 2º Seminário Mineração & X Comunidades, que acontece entre os dias 24 e 25 de outubro, nas dependências do Gran Mercure Hotel, em Belém (PA). O evento, organizado pela revista Brasil Mineral, conta com o apoio da Assopem (Associação Brasileira dos Engenheiros de Minas), Integratio e Ibram; e patrocínio das companhias Imerys, Anglo American, CBA, Mineração Aurizona, Mineração Apoena, Avanco, Kinross, Bemisa, Ramboll e Votorantim Metais.

Ronaldo Lima, representando a SEMAS-PA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará), destacou o Programa Município Sustentável, baseado no tripé: Pará 2030, de fomento à produção; Pará Ambiental; e Pará Social (que visa a inclusão da população vulnerável e a melhoria da qualidade de vida). Mesmo com todos os projetos minerais de grande porte que vêm sendo realizados no estado, o PIB do Pará, que chegou a ocupar a 7ª posição nos anos 40, hoje está na 23ª colocação – situação que indica maior necessidade de discussão sobre temas como a responsabilidade social, segundo o secretário.

Karen Oliveira, representando a TNC – The Nature Conservance alertou para o necessário fato de se definir qual o modelo de desenvolvimento que se deseja para a região amazônica antes de iniciar qualquer discussão. É preciso debater o planejamento territorial dentro de um modelo inclusivo e não mais extrativista, “onde tudo é levado e nada fica”. O conceito deve ser traduzido em políticas públicas mais efetivas.

Rinaldo Mancin, do Ibram, ressaltou que a mineração no Brasil é formada por um conjunto de pequenos empreendimentos e ao longo de sua história o setor não construiu uma narrativa positiva, ao contrário de países como Canadá e Austrália, que se orgulham de ter a atividade mineral como sua principal fonte de economia. Focando especificamente os desafios do Brasil, Mancin salientou que na região amazônica é preciso investir mais no diálogo com a sociedade, assim como no planejamento e maior transparência das ações.

Moderando o primeiro painel, o conselheiro da revista Brasil Mineral, Eugenio Singer, relatou que em 30 anos, a temática e os desafios da mineração pouco se alteraram no Pará, com exceção da queda do PIB. Para mudar o cenário, o especialista indicou a consideração de alguns temas transversais, como o desenvolvimento de uma governança mais proativa; a definição da real vocação do estado do Pará – “se mineral, tecnológico ou agrícola”; o desenvolvimento de um Polo de Tecnologia Mineral; a inclusão das comunidades próximas e dos demais habitantes na distribuição da riqueza mineral; e a volta da pesquisa mineral.

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