15/09/2016
AREIA INDUSTRIAL

CBPM e Jundu assinam contrato de pesquisa

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Mineração Jundu assinaram, no final de agosto, um Contrato de Pesquisa Complementar de Arrendamento de Direitos Minerários. O documento garante à Jundu a exploração de areia silicosa e cristais de quartzo de extra baixo teor de óxido de ferro em Santa Maria Eterna, no município de Belmonte, na região sul da Bahia.

A mineradora já realizou pesquisas geológicas complementares, através de sondagens, que geraram mais de 700 amostras e 2.100 análises químicas. A Jundu afirma que os resultados mostraram a qualidade do minério em Belmonte. Agora estão em curso as etapas de caracterização tecnológica do minério e desenvolvimento de rotas de processo. Essas etapas são fundamentais para se conhecer as fases minerais presentes no minério, bem como seus comportamentos frente a processos físicos e físico-químicos.

Entre as técnicas de separação mineral utilizadas no estudo estão a flotação, concentração magnética e técnicas ainda não-convencionais na indústria de produção de areia, que visam aumentar o grau de pureza do minério.

A expectativa é que sejam investidos R$ 25 milhões no projeto industrial com tecnologia especial para beneficiamento dos minerais de relativa baixa ocorrência em todo o mundo. O objetivo é colocar nos mercados nacional e internacional, em pouco tempo, produtos de alta qualidade para a fabricação de vidros extra clear, de silício grau solar e para uso eletrônico, informou a Mineração Jundu.

O beneficiamento da areia para a aplicação na produção de vidros extra clear tem tecnologia desenvolvida pela mineradora e será aplicada neste novo projeto. O uso do quartzo purificado em semicondutores já conta com longa história no mercado mundial e continua em crescimento. Também é utilizado largamente na fabricação de lâmpadas de tubo de alta temperatura, na indústria automotiva e nos equipamentos que conduzem e direcionam as microondas. Os produtos gerados pelo minério de Santa Maria Eterna terão também bom grau de competitividade para exportação, no atendimento destes mercados.