12/09/2019
ACIDENTES

Castelo Branco rebate demonização

Durante a palestra "Perspectivas sobre o cenário econômico do Brasil", na abertura na Exposibram 2019, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que os acidentes com as barragens de rejeitos em Minas Gerais e suas consequências "não devem ser motivo para a demonização da mineração". Para o executivo, os órgãos públicos que deveriam fiscalizar (as estruturas de rejeitos), também falharam.

Ele também cobrou “uma postura mais proativa para a recuperação da imagem da mineração. A indústria da mineração precisa se unir em torno do Ibram e trabalhar em uma campanha ativa de recuperação da imagem". O presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, e o diretor-presidente do instituto, Flávio Penido, afirmaram que a entidade está agindo para conduzir a indústria da mineração a um amplo processo de transformação, prevendo maior nível de segurança operacional; mais proximidade, transparência e comunicação no relacionamento com a sociedade, entre outras atitudes.

Castello Branco disse ainda ser favorável à revisão do decreto nº 6640/2008, que trata das cavidades subterrâneas. O decreto determina limites à atividade minerária, inclusive, em localidades onde há cavidades sem importância comprovada. O presidente da Petrobras também quer aumento do percentual de território mapeado geologicamente para identificar recursos minerais no subsolo, "em especial na Amazônia".

Em sua palestra, Castello Branco identificou vantagens socioeconômicas para municípios mineradores. Em estudo da Fundação Getúlio Vargas, que mensurou o impacto positivo da produção de minério de ferro no desenvolvimento dos municípios de Minas Gerais, o presidente da Petrobras afirmou que : "Análise econométrica da evolução do PIB per capita de mais de 722 municípios de Minas Gerais, entre 1980 e 2010, revelou que os municípios mineradores de ferro tiveram quase o dobro da taxa de crescimento (2,9% ao ano) do que os municípios não mineradores".

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